quinta-feira, 18 de julho de 2013

Compasso e espera...


O que pedia era um pouco mais de calma, de alma,
 enquanto segurava uma xícara de café.
Com o olhar perdido no horizonte a menina buscava abrigo.
Na pressa das horas, a vida só sabe continuar.
Enquanto atravessava a ponte de suas esperas, 
adoçava seu café de todo dia com duas colheres de sonho e uma de realidade.
Assim, a fé tecia seu caminhar.
Do outro lado, só desejava encontrar um olhar que salva e um abraço para descansar seus cansaços e suas saudades...

Por Carol Righetto


terça-feira, 2 de julho de 2013

Nas asas do tempo...


Foi na pausa da poesia que a vida se fez canção.
Duas ou três folhas amareladas pelo tempo 
traçaram os rastros de uma vida inteira.
Os olhos que ali se encontraram 
aprenderam a navegar por um mar de delicadezas.
Caminhou pelas linhas da singularidade, estendeu as mãos 
para recolher a sacralidade que seu coração resolveu contemplar.
Dobrava as esquinas. Caminhava com passos miúdos, quase silenciosos.
Nas asas do tempo, me escondi e me encontrei.
Percorri um labirinto de curvas, paredes e muros.
Bati a cabeça, inúmeras vezes.
Só depois o tempo me mostrou que o amor é sem saída.
Rendida, abracei as belezas da vida. Fiz canção, voei. Fui pássaro encantado.
Depois de muito navegar, percebi que é dentro de mim que quero morar...

* Poema escrito a quatro mãos com Chrys Capelli

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Templo do tempo...



As asas do tempo esticam seus (a)braços.
No leve deslocamento das horas, fico.
Minha espera transborda eternidades.

Por Carol Righetto

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Anjo...


Sem janelas, a menina não tinha medo de voar.
Caminhava e era guiada pelo brilho das estrelas.
Do silêncio que cuida, de longe.
Das palavras que fazem morada na alma.
Rastros de luz que iluminam a escuridão.
Pequenos carinhos que salvam,
versos que Deus esqueceu na imensidão do mundo.
A estrada fica mais florida quando estreito os laços, desamarro os sapatos,
e escuto a trilha da canção.
Não importa o tempo quando o céu vem fazer morada.
Ilumina a travessia.
Anjo, não precisa de asas pra voar.
É no horizonte que os sonhos se encontram...

Por Carol Righetto

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Imagem by Weheartit

Sua fala, meu poema mais bonito.
Voz que alcança o que não sei dizer.

Por Carol Righetto

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Assim Deus cuida de mim...


Quem te contou sobre meu altar particular?!
Minhas predileções, meus maiores segredos?!
Quem deixou você ter acesso aos recônditos da minha alma?!
Pode chegar. Entre sem pedir licença. Em você, Deus é poesia.
Brinque de ciranda nas rodas da vida, acenda as luzes no caminho e
plante flores na estrada que me ensina a voltar.
Silencie minhas palavras e traduza meus silêncios,
como quem esteve ao meu lado, por uma vida inteira.
Encontro é dom de almas, de raízes que se estendem pela fé,
pela confiança, pela gratuidade dos gestos.
Empreste cores aos meus dias monocromáticos e me faça sorrir,
mesmo quando só sei ser quietude.
Acompanhe minha solidão.
Qaundo sentir saudade, venha. Caminhe ao meu lado.
Os dias ficam muito melhores quando partilhados nos trilhos, trilhas,
versos e prosas que a vida misteriosamente nos dá de presente...

Por Carol Righetto

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cores de Outono...



Corre segundo o caminho do vento.
Carrega o dourado do sol, da luz que a faz brilhar,
da chama que aquece e ilumina suas palavras.
Um dia desembarcou naquela estação e nunca mais soube partir.
Atravessou o tempo. Espera pelo florescer sem alardes.
Respira ares de melancolia a cada despedida.
Por isso permanece revestida de palavras e silêncio.
Sua vida é carregada de sonhos que florescem naquele olhar...

Por Carol Righetto